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Guilherme
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Guiguizão! Muito, muito esperado! Nasceu em Teresina - PI no dia 31/08/2002 às 07:50h da manhã de um lindo sábado. Parto normal. 39 semanas e 3 dias de gestação. Pesou 3430g e mediu 48 cm. É uma criança fantástica. Menino danado, mas obediente. Observador. Inteligente. Carismático. Tem um olhar que encanta a todos e conquista tudo o quer.
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Gustavo
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Esse é demais! Nasceu em Teresina - PI no dia 28/05/2005 às 08:50h da manhã de um lindo sábado. Parto normal. 40 semanas de gestação. Pesou 3760g e mediu 50 cm. Esperto. Raciocínio rápido. Quer acompanhar as travessuras do Gui e, por isso, está sempre a um passo a frente. Falante, dá bom dia às 20h para quem encontra pelo caminho, rsss
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Os Pais
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Luciana
Apaixonada! Sou uma pessoa muito feliz e realizada com a linda família que tenho. Mamãe do Guilherme e do Gustavo, quero fazer deste diário virtual uma linda recordação para meus filhos. Comecei com um pouquinho de atraso, mas nunca é tarde, não é?
Alexandre
Sempre preocupado com o bem estar da família. Na rotina do trabalho, uma pessoa competente, inteligente, responsável, preocupado ao extremo. Com a família, não existe coração melhor. Pai brincalhão, é o héroi das farras de travesseiro.
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Segunda-feira, Fevereiro 25, 2008
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O retorno...
Cheguei de Brasília na terça-feira, dia 19/02, e logo ao desembarcar vi os meninos acenando as mãozinhas e não sei como driblaram a segurança e foram parar na sala do desembarque. Só senti uma coisa me puxando e quando virei, me abaixei e fui afogada por beijos e abraços. Eles sorriam o tempo todo e não paravam de falar nem um minuto sequer. Não coloquei o Gustavo para dormir nessa tarde. Ficamos o tempo todo juntos curtindo o restinho do dia e os presentinhos que trouxe. Eles amaram o DVD e é muito lindo mesmo (Toquinho – No mundo da criança) e gostaram muito dos livros também. Gui conseguiu ler os dele e Gustavo, assim que acabo a tarefa do Gui, todas as tardes, senta com seu livro para “estudar” um pouco com a mamãe.
A única desvantagem da viagem, tirando a saudade de casa, foi o fato de ter prejudicado um pouco a adaptação do Gustavo na escola. E outra coisa que percebi foi o fato de que todas as vezes que precisei sair de casa, assim que cheguei, ele abria o berreiro pensando que eu fosse viajar novamente. Nada que uma boa conversa e doses extras de paciência não resolvessem.
A viagem surpresa...
Viajamos sexta-feira, dia 22/02 para São Luís. Foi uma viagem totalmente inesperada, sem nenhuma programação e maravilhosa. Fomos com os meus sogros para o casamento de um primo do Alexandre, que foi no sábado, dia 23/02. Saímos na sexta de manhã e o único dia estressante da viagem foi esse. Acho que os meninos estavam excitados com as presenças constantes do avô e da avó e deixaram os parafusos um pouco frouxos. Logo que chegamos ao hotel eles fizeram uma varredura geral do local e reconheceram todo o território e, por sorte, para não dizer o contrário, nosso quarto era o último de uma ponta e os dos sogros, o último da outra ponta... nem preciso dizer que o corredor virou pista de corrida, ou preciso???
Quando chegamos, D. Miraci e seu Zequinha estavam cansados e foram dormir e eu e o Alexandre tínhamos duas opções: dormir com os meninos e agüentá-los acordados até tarde da noite ou sair logo para passear e voltar cedo para que eles dormissem e esta foi a nossa opção. Demos uma volta pela cidade, jantamos com eles e voltamos para o hotel por volta das 19h com os dois exaustos e nós mais ainda. Nesse dia, quase desistimos da viagem. Os meninos simplesmente não ouviam nada do que pedíamos e estavam danados como eu nunca mesma tinha visto e como foi uma viagem surpresa, resolvemos não levar a babá e testar nossos filhotes numa aventura.
No sábado, comportamento nota 1000 de ambos. Levei quase uma cozinha para o quarto do hotel por que eles são viciados no leitinho da tarde e no da noite, mas o leite da manhã, eles aceitaram trocar pelo café da manhã do hotel. Os avós assumiram os dois e eles sentaram na mesa, comeram sanduíches, frutas, sucos e tudo isso bem diferente dos dois meninos do dia anterior. Graças a Deus!
Passamos o dia todos fazendo turismo pela São Luís antiga, conhecendo as ruas, observando os prédios e eles junto e achando interessante. Depois desse passeio, fomos comprar e deixar o presente do casamento, almoçamos em um restaurante maravilhoso e vale a pena dizer que Gustavo estava sentado, conversando e comendo TUDO. Coloquei os três para dormir (Alexandre também), tranquei o quarto e fui com a sogra para o salão. Voltei e ainda dormi um pouquinho junto com os três.
Estava tensa, com medo do comportamento deles no casamento. Eu sempre agi da seguinte maneira: festa de adulto, criança não vai, mas, naquela situação, eu tinha que levá-los. O hotel da festa era em frente ao que estávamos hospedados e qualquer coisa, era só atravessar a rua. O casamento começou às 21:00h (foi somente a cerimônia do civil) e eles prestaram a atenção em tudo. Minha sogra tinha um Sansão dentro da bolsa e ele foi o herói da noite por que os dois se divertiram com o brinquedinho, sentados o tempo todo e sem dar trabalho algum. Guilherme jantou, conversou e participou de tudo com bastante interesse e engraçado foi que antes de sair, estava quase fazendo terrorismo com os dois explicando que não podia falar alto, que não podia correr, não podia isso e aquilo e ele se virou para mim e perguntou: “Mamãe, pode caminhar?”, rssss
Na manhã de domingo, fomos cumprir a promessa feita ao Guilherme de que ele iria tomar seu adorado banho de mar. Fomos para a praia de Araçagi e achei bem diferente o jeito maranhenses de ir à praia, assim como estranhei o jeito cearense de curtir a praia assim que fui morar em Fortaleza... nessa praia, ainda é permitido andarmos com o carro na areia e os restaurantes são suspensos por que sempre no final do dia, a maré sobe tanto que invade tudo, demos uma volta aproveitando o vento e o barulho do mar e paramos por uma horinha para as crianças brincarem. Voltamos para o hotel, fizemos um lanche rápido e seguimos viagem de volta.
Chegamos já quase 21:00h em casa e os meninos estavam ressacados mesmo... Gustavo não dormiu direito na “casa do Luís” (nome dado ao hotel e a cidade de São Luís), sempre acordava e então eu também estava bem cansada, sem falar que cuidar de três meninos não é fácil. Três??? É, nessas horas, meu amorzinho, vira filho e deixa tudo para a mamãe aqui, mas até que ele anda bem companheiro no quesito ajudar com os meninos...
Hoje, não queriam acordar para a aula, mas acordei para terem senso de responsabilidade desde pequeno. Passaram três dias de farra intensa e havia chegado a hora de voltar a vida, rotina, responsabilidade. Não sei se é certo ou não, mas a gente sempre conversa com eles sobre o que é a escola e Guilherme só falta aula quando realmente é necessário, sempre foi assim, desde o Maternal e assim será com o Gustavo também. Para a aula não tem QUERER. E foram, chegaram exaustos, mas felizes (acho que andaram contando as novidades por lá, rsss).
O amor...
Dia 23/02/2008, aniversário de casamento.
TE AMO!
Não é preciso dizer mais nada!
 Às 21:25
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Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
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Saudade... o que é SAUDADE?
Não é a primeira vez que viajo, mas pensei que seria mais fácil! Doce ilusão! Ainda estou em Brasília e pela primeira vez em cinco anos tenho um dia inteiro só para mim. Pensei em dormir até mais tarde, mas hoje é segunda e na hora do colégio estava procurando o celular para checar a hora... cochilei mais um pouco e logo estava tomando um banho para não fazer nada, só pensando no que estaria fazendo se estivesse com os meus " homens" perto de mim.
Gustavo não está reagindo muito bem a minha ausência. No aeroporto ele dava tchau para o pai afirmando que iria comigo. E, a noite, quando liguei, ele estava aos prantos. Só ouvia o choro e um mamãe, mamãe... só não criei asas e voei de volta por que sabia que aquele desespero maior era sono. Alexandre teimou em não me ouvir e o levou para o shopping. Só que como ele tinha ido ao aeroporto de tarde, não dormiu... e quando liguei já era 22h. Logo depois o Alexnarde me ligou e disse que ele estava dormindo com ele, que tinha se acalmado e estava bem.
Ontem, eu achei o máximo!!! Liguei para casa e ele atendeu: - Alô! Mamâe? Já posso ir para o aeroporto? Passou o dia com a minha mãe e com meu pai e os dois disseram que ele sempre falava de mim, mas que estava bem, brincando e divertido como sempre. A noite, não falou comigo e hoje ficou chorando no colégio... Alexandre disse que não queria ficar de jeito nenhum, mas depois que ele viu a prima chegando (Lorie) e que ela ficou com ele, ele se distraiu e ficou brincando... e aqui estou eu com mil pensamentos: será qeu ligo para a escola? será que peço para minha mãe ir buscá-lo?
E quanto ao Guilherme... esse não foi me levar para o aeroporto. Preferiu os primos e eu achei até melhor. Só que depois que a ficha caiu, que ele percebeu que eu não estava por perto dele, começou a chorar, mas foi só me ligar e conversamos muito e ele entendeu tudo. Ontem, conversou como gente grande querendo saber todos os detalhes de onde eu estava, como era, quantas pessoas estava comigo, quais era os nomes, como eu tinha dormido, como era mesmo o nome da cidade... mil perguntas e todas foram respondidas.
Quando tive uma folguinha, fui na livraria Cultura e comprei livros de presentes para eles. Os do Guilherme foram dois livrinhos com frases curtas que ele irá conseguir ler sozinho e com muitas ilustrações para ajudar na formação da frase e um livro que eu adoro que é: Mania de Explicação, ainda está meio complicado para ele, mas deixarei guardadinho. O do Gustavo eu amei por que é bem para a idade dele. É um livro que você risca e apaga e tem cores, formas e números, tudo bem colorido e bem bonito. Comprei também o dvd do Toquinho no mundo da imaginção. Alexandre toca violão e os meninos adoram as músicas O Caderno, Aquarela, A Casa... e o dvd está lindo.
Hoje, irei almoçar com uma amiga de adolescência, companheira de banda, pois é... fazia parte da banda do colégio e esse tempo é uma das minhas melhores recordações. Bom demais! E tirando a saudade, estar aqui em Brasília está sendo ótimo. Morei 13 anos aqui e poder visistar lugares que fizeram parte da minha vida está muito gostoso. Estou hospedada com meus tios tortos, mas de coração mesmo (a minha tia daqui é irmã da minha tia mesmo que é casado com o meu tio, irmão da mamãe, rssssss) e eles são simplesmente o máximo. Não tiveram filhos e curtem todos os sobrinhos e ser paparicada é bom, não é?
Quando chegar em casa, dou notícias de como os meninos me receberam e, de acordo com o livro Mania de Explicação, preocupação é uma cola que não deixa o que não aconteceu ainda sair do seu pensamento e saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue... então... vou ficando grudada com minha preocupações bobas de mãe que está morrendo de saudade, tentando abraços que não acontecem, mas que não me saem da cabeça...
 Às 10:36
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Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008
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Primeiro dia de aula do Gustavo!
Quantos sentimentos! Emoção, orgulho, medo, preocupação. Primeiro dia de aula do meu filho. Acordou feliz, sem dar trabalho nenhum (mesmo tendo ido dormir muito tarde ontem a noite), tomou o banho e ao vestir o uniforme, calçar o tênis, pegar a mochila, ver a preparação do lanche percebíamos, o olhar curioso, o sorriso de satisfação. Ele pediu para estudar. Ele queria ir para a escola. E foi... e chegou, pegou logo um velocípede e me deu beijo, disse tchau e afirmou: “Mamãe, me pega mais tarde!”
Confesso que fiquei sem chão, pensando: Poxa! Já posso ir embora?” Era para estar contente, né??? Mas fiquei bem feliz por que o Alexandre ficou de me encontrar no colégio e ainda não havia chegado, o que representava que eu tinha uma desculpa para ficar. Pena que cinco minutos depois o pai chegou, entramos de novo, tiramos uma foto com ele e deu tchau para o pai também...
Sem mais desculpas para esperar, tive que comportar como uma adulta educada e ir embora, mesmo ansiosa pela hora de voltar... passei uma manhã totalmente desconcentrada. Cheguei na escola de volta e lá estava ele, sentado no chão, olhando um livro com a professora e um amiguinho. Sentei atrás dele e nem imaginam o SORRISÃO que ganhei. Abraço. Beijo.
A tia disse que ele chorou um pouquinho quando um coleguinha pegou um brinquedo que estava com ele, mas que tinha interagido muito bem com todos os colegas, participou das brincadeiras, lanchou direitinho e é isso: meu bebê está um rapazinho e daqui para frente começará a sua independência fora de casa... seus primeiros passos longe de mim e, de coração, espero que consiga fazer sempre com que ele escolha os caminhos certos a seguir.
Ontem a manhã também foi de ansiedade. Primeiro dia de aula do Guilherme no prédio GRANDE, como ele mesmo diz. Assim que chegamos, pensei que ia conhecer a professora, ver a sala, mas que nada... eles foram para o auditório e já do alto da escada, o chamei de volta para um beijo. Ganhei um abraço, desejei uma boa aula e tive que ir embora também...
E, depois de tudo o que escrevi, o sentimento que ficou mesmo foi o de ORGULHO. Orgulho por ter dois meninos lindos, que estão crescendo saudáveis e, graças a Deus, independentes, mesmo tendo uma mãe chatinha, chicletinha, daquelas que gruda e não solta de jeito nenhum.
***
Não posso deixar de contar a mais nova palavra do Gustavo: Estavo no quarto e ele e o Gui começaram a me chamar. Fui e o Gustavo:
- Olha mamãe. Já sei dá uma cabilota!
- O que Gustavo???
- É, mamãe! Guiléééme me ensinou. Uma cabilota.
E dizendo isso, virou uma cambalhota em cima na cama. E o meu desespero. Medo de queda, de machucar o pescoço... e ainda tive que me controlar para não rir da cabilota. Esses meninos!
 Às 15:42
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Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008
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Muitas saudades!
Muito para contar e muito pouco tempo para escrever. Confesso que estava/estou até ansiosa com medo de esquecer tudo o que queria deixar registrado e o pior é que acho que já não me lembro mais... também... olha a hora do post!
No carnaval fomos para a fazenda do vovô Zé e foi maravilhoso. Ficamos somente três dias que valeram muito a pena. Os nove primos juntos todo o tempo, aprontado todas e o melhor, aproveitando a infância na terra, na água... sem palavras! Acordavam muito cedo e dormiam muito tarde. Na volta para casa (voltamos na segunda), o stress do cansaço acumulado. Até hoje sinto os meninos irritados e ainda sem a rotina restabelecida.
Guilherme sentiu e ainda sente a ausência dos primos. A Gió, Maurilinho e Carol viajaram na quarta-feira a noite e foi um chororô só no aeroporto. Confesso que estava absurdamente acostumada com a presença da Giovanna aqui. Virou minha companheira para tudo: supermercado, academia, farmácia. Como moro perto da casa da mamãe... era só passar... e o Guilherme se identificou muito com o Maurilo. Os dois mais velhos (Luiz e Augusto) isolaram os mais novos e com isso os dois acabaram criando suas próprias brincadeiras. Maurilo tem 9 anos e virou o ídolo do Gui que passou o dia chorando à toa e com cara de poucos amigos. Acabei deixando que ele fosse dormir na casa da avó paterna completando assim a terceira noite seguida que ele passa fora de casa. Terça-feira dormiu na casa dessa mesma avó, ontem com meus pais e isso me incomoda muito. Preciso aprender a viver sem meus filhos debaixo da asa, sem falar que o cansaço dele vai só aumentando por que acaba dormindo na hora em que bem entende e acordando cedo para aproveitar mais a liberdade total. Volta para casa chato e mal-educado por ter todas as vontades feitas na hora, aiaiaiaiaaiaia
No aeroporto Guilherme teve uma atitude que me deixou bem orgulhosa. Ele entrou na banca de revistas e queria uma revista do Popeye que vinha com um DVD e eu estava sem dinheiro na bolsa e expliquei que não podia comprar. Meus sobrinhos todos estava fazendo a festa com o bolso do meu pai, já tinham lanchado e naquele momento o ataque era a banca, e eu não acho isso legal, principalmente, por que o avô, sem juízo, acha que não pode dizer não e que é obrigada a dar tudo o que se quer. Na mesma hora em que neguei a revista, Guilherme disse: - Então vou pedir para o vovô. Chamei ele no cantinho e pedi que não pedisse, que não era certo que depois a mamãe ia com ele em uma outra banca e comprava a revista, etc e tal. Ele pareceu não aceitar muito, mas acabamos saindo da banca.
Nisso, o papai estava vindo falar comigo e perguntou: - O que é que meu príncipe tem? E o Gui na mesma hora respondeu para o avô: - Nada! E abaixou a cabeça e saiu. Fiquei tão feliz por que ele não pediu o dinheiro ao papai!!! Vocês nem imaginam o quanto! E o papai sozinho acabou percebendo que tinha dado dinheiro para todo mundo, menos para ele e me perguntou se podia dar e eu disse que sim, afinal todos os primos estavam com revistas, chicletes, cartas, com a banca toda na mão e ele sem nada por que eu não tinha deixado que pedisse... Quando ele veio me mostrar o dinheiro e me pedir que fosse com ele comprar aproveitei ainda para dizer que como ele tinha sido um bom menino, a recompensa tinha vindo bem rapidinho.
Outra do Guilherme nesse mesmo dia... papai estava arrasado com o embarque dos meninos e me pediu para o Gui ir dormir com ele e deixei. Assim que cheguei em casa o telefone toca e era ele: - Mamãe você nem sabe o que consegui fazer! Mamãe, eu consegui fazer uma bola de chiclete! Fiz uma no carro, uma na cozinha e uma no quarto! Conta para o papai e diz para ele me ligar! Gritei! Sorri! Comemorei como deu para comemorar por telefone junto com ele que estava RADIANTE, ORGULHOSO por ter conseguido a sua primeira bola de chiclete. Desliguei o telefone para que o pai ligasse, do que jeitinho que ele pediu e lá estava o Alexandre, às 22:00h dando os PARABÉNS para o nosso Guiguizão. 10 minutos depois o telefone toca novamente e era a mamãe dizendo que meu homenzinho tido ido sozinho escovar os dentes, tomar banho e ainda brigou com ela por que não achou o perfume***
*** Os meninos estão quase robôs: tomar banho, escovar dente, pentear os cabelos, passar perfume... não pode faltar nenhuma etapa dessas.
*** Mais Guilherme: anda alucinado pelo Popeye e todos os dias me pede para comprar espinafre, mas como tudo está muito bagunçado eu sempre esqueço e a mamãe também. Já até expliquei para ele que espinafre não vem em latinhas como as do Popeye, mas ele insiste... como lembrei agora, vou tentar não esquecer de providenciar para amanhã! Depois eu conto como foi o Gui e o espinafre.
E agora, Gustavo... Gustavo está cada dia que passa mais atrevido. O menino tem um raciocínio muito rápido e consegue driblar até o Alexandre e isso em preocupa por que se ele não tiver pulso forte com o Gustavo, ninguém mais o terá. Ele anda acordando mal humorado. Grita por leite e nisso me chuta, choraminga, ameaça me bater e simplesmente repugno esse tipo de comportamento e estou tentando buscar a melhor maneira de corrigir. Espero encontrar antes que a paciência acabe, por que se ela acabar... e está bem pertinho.
Fora isso, a casa é uma festa com ele acordado e suas mil tiradas. Ele tem um cofrinho na casa da mamãe e todo dia, assim que chegava a Gió fingia tirar uma moeda do bumbum dele. E desde que ele viu que ela viajou, ao colocá-lo para dormir, ele pede para que eu tente tirar uma moeda também. Acho que é o modo, meio estranho, de lembrar da tia, rssss Eu digo que essa mágica só a tia Gió sabe fazer e que ele terá que esperar por ela.
Ainda falando sobre moedas... papai troca dinheiro por moeda todo dia para que ele tenha as moedas do Gustavo sempre no ponto e agora teve que mudar o esconderijo das moedas por que ele descobriu aonde ficava e assim que chegava lá, subia e depois vinha com as mãozinhas cheias atrás do papai dizendo: “Já achei Zé Luiz”. Pelo menos ele não colocava no cofre sem pedir.
E a última de hoje: tive que sair quarta a tarde e não o coloquei para dormir. Alexandre estava de folga ainda e dormiu com ele. Ele tem um sinal na mãozinha, no dedo indicador, bem pequeninho que já nasceu com ele e assim que começou a falar apelidou o sinal de sinal minha e o sinal minha é meu. Alexandre anda tentando comprá-lo para que ele dê o sinal para ele. Ele dá, mas nunca integralmente e sempre me devolve inteiro, rssss
Indo para o aeroporto, Alexandre disse: - Olha Luciana, hoje eu dormi com o meu sinal minha. De mãos dadas. E o Gustavo rebateu na mesma hora: “Não mamãe, o sinal minha dormiu com teu pai, na minha mão, mas ele é teu” *** Ele continua chamando o pai de teu pai. *** De manhã, Alexandre comia uma barra de cereal e o Gustavo: “Quero um pedaço” e Alexandre disse que não daria por que ele não tinha o sinal minha. Gustavo olhou para mim e disse: “Só um pouquinho, tá mamãe” e eu consenti. Ele virou para o pai e disse: “Toma, o sinal minha só um pouquinho” .
*** Quando ele “dá” o sinal ele aponta o dedinho para que a gente dê um beijo e que beijo bom...
Até a próxima!!!
 Às 03:59
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